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13 de dezembro de 2018

Energias eólica e solar passam a dominar matriz elétrica da América Latina

Por GranBio

As energias eólica e solar passam a dominar a matriz elétrica de algumas das principais potências latino-americanas, lideradas pelo Brasil. Nos últimos dez anos, a capacidade instalada cresceu 8%, acima da média mundial, e o investimento nos últimos três anos foi de 205 bilhões de reais. Por ter um potencial ilimitado, o vento e o sol podem fazer da região referência da energia renovável em escala mundial.

Há décadas a América Latina conta com uma matriz energética mais verde do que o restante do mundo - graças ao aumento de usinas hidrelétricas, principalmente no Brasil, onde as cachoeiras são responsáveis por 70% da energia elétrica consumida. Por outro lado, o impacto ambiental e os casos de seca intensa contrariam a capacidade de crescimento das hidrelétricas. Costa Rica, juntamente com Uruguai, cancelou o maior projeto hidrelétrico da América Central, decisão que exemplifica essa mudança de concepção.

No Chile, as energias renováveis cobrirão 90% da demanda em 2050. No México, há expectativa de que em 2020 um projeto de energia eólica gere a eletricidade mais barata do mundo e o país chegue a 50% de fontes verdes em 2050. O México toma a dianteira nesse cenário por ter "acesso preferencial" a uma das moléculas de gás mais baratas do mundo, que é indispensável para desenvolver opções de apoio que cubram a demanda quando as renováveis não forem suficientes. Em 2015, o Brasil investiu 27 bilhões de reais em renováveis não convencionais.

Brasil, México, Colômbia, Argentina e Chile são responsáveis por quase 80% do consumo de energia de toda a América Latina e, ao avançarem, puxam os demais vizinhos. Especialistas são otimistas em relação ao futuro verde da região. Para Victor Hugo Ventura, chefe da Unidade de Energia e Recursos Naturais da CEPAL na sede sub-regional mexicana, o crescimento é tão grande que é difícil de calcular. Jorge Barrigh, presidente do Conselho Latino-americano e Caribenho de Energias Renováveis, afirma que não existem melhores áreas para a energia eólica do que a Patagônia, a Guajira colombiana e o sul do México, e que o norte do Chile e do México e o sul do Peru são excelentes para a solar.

Fonte: El País Brasil
Os temas publicados neste blog são de curadoria do presidente e CEO da GranBio, Bernardo Gradin.