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Atlanta, EUA

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Alpena, MI

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GranBio firma parceria com grupo italiano para licenciar tecnologia de etanol celulósico

Subsidiária da italiana Maire Tecnimont sublicenciará tecnologia da empresa brasileira

A GranBio, da família Gradin, dá hoje seu primeiro passo comercial para viabilizar o
licenciamento de sua tecnologia de produção de etanol a partir de resíduos de
biomassa, o etanol celulósico. A companhia firmou uma parceria exclusiva com a
NextChem, subsidiária do conglomerado italiano Maire Tecnimont, para licenciar o
pacote tecnológico, desenvolvido a partir de sua usina em Alagoas, para qualquer
indústria que queria investir em etanol de segunda geração no mundo.

A NextChem fornece serviços de engenharia e tecnologia de transição energética e,
com o acordo, torna-se a sublicenciadora exclusiva da tecnologia da GranBio de
biorrefinarias de etanol celulósico. O acordo envolveu um pagamento de US$ 15
milhões à companhia brasileira pelo sublicenciamento.

O pagamento dos royalties pelos clientes industriais será proporcional aos ganhos
de produtividade que excederem metas de produção estabelecidas, como taxa de
conversão de biomassa, e será compartilhado entre as duas empresas de
tecnologia. “É uma forma de incentivarmos todos, seja nós mesmos, o nosso
parceiro e o cliente para buscar performance superior acima das especificações”,
afirmou Paulo Nigro, CEO da GranBio, ao Valor.


Paulo Nigro: Parceria deve atrair potenciais investidores em etanol celulósico — Foto: Carol Carquejeiro/Valor

Segundo o executivo, já há memorandos de entendimento assinados com várias
empresas, muitas inclusive do setor de óleo e gás, que demonstraram interesse em
investir em etanol de segunda geração como forma de iniciar aportes em energias
renováveis e que estavam apenas esperando uma solução “chave na mão”. Entre os
potenciais clientes há grupos da Escandinávia, Rússia e Estados Unidos

A expectativa, disse, é acertar ao menos dois licenciamentos nos próximos 12
meses. Cada biorrefinaria deve demandar um investimento de US$ 15 milhões a
US$ 25 milhões na licença da tecnologia - além do aporte na construção da planta -,
dependendo da matéria-prima e da complexidade da cadeia, e ter uma capacidade
produtiva de 50 milhões de litros por ano.

A usina da GranBio, em São Miguel dos Campos (AL), tem capacidade para produzir
40 milhões de litros ao ano e demandou investimentos US$ 220 milhões,
dispendidos para erguer a planta e resolver os entraves tecnológicos.

O fato da tecnologia da GranBio – que abrange 250 patentes registradas e
pendentes no Brasil, Estados Unidos e Europa – admitir qualquer tipo de biomassa
para a conversão em biocombustível viabiliza a internacionalização da companhia
brasileira. Mas o principal passaporte para a conquista de clientes deve ser a própria
parceria com a Maire Tecnimont, que tem 50 empresas presente em 45 países,
incluindo nações que incluíram expressamente o uso do etanol celulósico em seus
compromissos no Acordo de Paris.

Entre os mercados mais promissores estão União Europeia, China, Índia e Brasil.
Com a capilaridade do grupo italiano e estes mercados em vista, a GranBio espera
alcançar um terço do mercado potencial de etanol de segunda geração, estimado
em 30 bilhões de litros até 2035, diz Nigro.

A parceria com uma gigante como a Maire Tecnimont, que tem capital aberto na
Bolsa de Milão, torna-se também o primeiro passo concreto que a GranBio dá para
atrair novos investidores. A companhia planeja realizar um IPO na B3 até o fim do
ano e pretende fazer a oferta toda primária para captar cerca de R$ 1,5 bilhão.