Fale conosco

Nome *

Telefone

Empresa

E-mail *

Área *

Mensagem *

Search
1
33.5
18.75
Atlanta, EUA

Biorefinarias:

Unidade Thomaston
300 McIntosh Parkway
Thomaston, GA 30286, USA

Unidade Alpena
Alpena, MI

Sede (Corporativo):

GranAPI LLC
Atlanta, GA

1
74.75
30.75
São Paulo, Brasil

Sede

GranBio Investimentos S.A.
Av. Brig. Faria Lima, 2277
Conjunto 1503, 15º andar.
Jd. Paulistano. CEP 01452-000
São Paulo, SP
+55 11 2739-0500

1
65.75
32.375
Alagoas, Brasil

Planta Industrial

BioFlex Agroindustrial.
Fazenda São João, Zona Rural
São Miguel dos Campos, AL

Estação Experimental

Biovertis Produção Agrícola Ltda.
Fazenda Andorinha, Zona Rural
São Miguel dos Campos, AL

Telefones

Sede

+55 11 2739.0500

 

Press Releases

23 de Março de 2020 - PRESS RELEASE

Para presidente da GranBio, E2G está consolidado e empresa está pronta para nova etapa

Em entrevista ao novaCana, Paulo Nigro fala sobre os planos da empresa em relação a cinco diferentes áreas de negócios: "O que há em comum a todos esses projetos é a biomassa".

Com uma usina de etanol celulósico em operação desde setembro de 2014, a GranBio não tem vivido uma trajetória muito fácil. Ao longo dos últimos anos, a companhia tem acumulado prejuízos e frequentemente opta por paralisar a produção de etanol em benefício da geração de energia elétrica com a mesma matéria-prima.

Mesmo assim, o executivo Paulo Nigro – que atua há quase dois meses como CEO da companhia – acredita que os números de 2019 foram positivos para a Bioflex®, unidade de etanol celulósico localizada em São Miguel dos Campos (AL). “No ano passado, conseguimos manter um regime contínuo de produção”, destaca.

De acordo com ele, a usina foi capaz de bater seus recordes diários de produção em diversas ocasiões – atualmente, o melhor resultado registrado é de 99 mil litros em um único dia. O volume equivale a 40% da capacidade autorizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para a unidade, de 250 mil litros por dia.

“Podemos alcançar 30 milhões de litros em um ano”, anuncia Nigro. O executivo, porém, acrescenta que esse montante não deve ser obtido em 2020.

Atualmente, a usina está direcionando sua biomassa para a unidade termelétrica, com previsão de retomar as atividades em agosto, um mês antes do início oficial da safra na região Norte-Nordeste. “Hoje a nossa limitação é de capital de giro. Por isso, nós estamos concentrando as atividades", explica.

Ele ainda pontua que a paralisação das atividades da usina já estava planejada e que não devem ocorrer pausas após a retomada das operações. "O objetivo maior da planta de Alagoas e concretizar o nosso aprendizado. Antes, estávamos em um processo de validação tecnológica. Agora, isso já está validado", garante e complementa: "Nossa produção de etanol no Nordeste e nossa principal fonte formadora de caixa".

Inclusive, a unidade iniciou recentemente o processo para a certificação no RenovaBio. Segundo Nigro, já foi criado um grupo interno para decidir qual será a firma inspetora a ser contratada. Além disso, a empresa está em contato com o Santander, que, recentemente, assinou acordos com 16 sucroenergéticas para a escrituração dos créditos de descarbonização que serão gerados pelo programa.

Nova fase

Enquanto o etanol celulósico não traz o retomo esperado inicialmente, a GranBio também passou a desenvolver outras frentes de negócio. Em novembro do ano passado, a empresa concluiu a aquisição da American Process - e, com isso, passou a controlar todo o portfólio de propriedade intelectual da norte-americana, com mais de 200 patentes concedidas e pendentes sobre biorefinarias, biocombustíveis, bioquímicos e nanocelulose.

"A aquisição da American Process foi essencial. Com a compra, pudemos fazer nosso banco de patentes", confirma Nigro. Entretanto, ele afirma que a GranBio não deve realizar novas aquisições tão cedo: "Nesse momento, não devemos adquirir. Nosso foco e concluir acordos".

Em fevereiro, a companhia anunciou uma nova parceria com a indiana Birla Carbon. O objetivo é iniciar o fornecimento de um composto de nanocelulose para a indústria de pneus e de borracha. O produto funciona como um substituto do negro de fumo, um derivado do petróleo.

"É difícil quantificar o tamanho do mercado [do novo produto], mas é uma grande oportunidade. Os cinco maiores fabricantes de pneus do mundo têm interesse", comenta Nigro.

Ainda de acordo com o executivo, esses investimentos fazem com que a GranBio seja uma "operação complexa". Ele admite que a companhia é mais conhecida pelo etanol de segunda geração e que está passando por um amplo reposicionamento.

Além disso, ele destaca cinco áreas principais de negócios: etanol celulósico, nanocelulose, tecnologias, biomassa e bioenergia. "Nesse momento, a GranBio tem, assinados, mais de 30 acordos de desenvolvimento pelo mundo", relata, destacando justamente a nanocelulose. Um novo acordo, inclusive, pode ser anunciado já em abril.

"O que há em comum a todos esses projetos é a biomassa, mas não necessariamente de cana", observa. De acordo com o executivo, o objetivo e atuar com flexibilidade, valorizando matérias-primas locais. "Na planta piloto nos Estados Unidos, nós já trabalhamos com dezenas de biomassas, como milho, palha de milho e palha de arroz", exemplifica.

GranBio na bolsa de valores

Entre as novidades de 2020, a GranBio também inclui a possibilidade de abertura de capital na bolsa de valores. A princípio, foi divulgado que a intenção era listar a companhia no Bovespa Mais, o segmento de acesso da B3. Uma decisão, porém, dependeria dos acionistas da companhia, que possui 15% de participação do BNDES.

De acordo com Nigro, porém, há duas possibilidades para a abertura de capital. Além da entrada na B3, a empresa também considera o ingresso de sua subsidiaria americana, a GranBio Tech® - uma opção que ele avalia como vantajosa. "Mas depende muito do BNDES", pondera.

De qualquer modo, o executivo acredita que o momento é realmente propício para as empresas de biocombustíveis e biotecnologia que desejam abrir capital. Para ele, as preocupações globais com a neutralização de emissões de carbono e o avanço de políticas restritivas a veículos movidos a combustíveis fósseis - inclusive no Brasil - seriam alguns dos fatores que comprovam a tendência.